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a cueca é nossa

estou
para conhecer uma mulher que não implique com a tal cuequinha nossa de cada dia(s). as mulheres mais discretas, ou seja,
aquelas que te conhecem há, no máximo, algumas semanas - fora as atiradas, claro - apenas dão aquela olhadinha sem graça e
de canto de olho e, no máximo um sorrizinho amarelo; no outro extremos estão aquelas senhoritas-tire-essa-cueca-daqui que
não podem ver uma manchinha ou um buraquinho desavisado e já atiram "você não tem vergonha de aparecer com uma cueca maltrapilha
como esta na minha frente? não tem dinheiro? tá liso? você não sabia que blá blá blá..." se a cueca é folgadona estilo
'ploft-ploft', 'pingue-pongue', 'vai que é tua', para elas é um vexame. se é samba-canção é antiquada. isso é um tremendo
de um egoísmo. se todo homem usasse cuequinha tipo clube das mulheres diariamente, a população mundial seria extinta em menos
de 10 anos por improdutibilidade seminal ou mesmo amputação dos órgãos reprodutores, oprimidos por aquelas verdadeiras guilhotinas.
qual o problema com cueca pendurada no banheiro? o mesmo que as calcinha. nenhum! a menos que haja a mínima possibilidade
de visitas. aí a cueca pendurada torna-se extremamente normal em detrimento das calcinhas que são coisas vulgares quando não
destinadas à observação íntima e exclusiva dos homens - mais uma vez reiterando que este espaço desconsidera a visita de seres
não-héteros não por preconceito, mas por desconhecimento de causa. primeiro, cueca não tem significado nenhum para os
homens. apenas utilidade, que é a contenção de atrito; segundo, não vamos misturar as coisas. "saúde é o que interessa, o
resto não tem pressa"; e por último, pra que se preocupar tanto com isso? cueca e calcinha são as primeiras coisas que se
tiram. isso é apenas mais um trabaho dispensável. por isso é que, dentro de casa, não boto uma cueca nem por cem conto!
o
super cueca
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